O sentido da existência humana - Edward O. Wilson
Sinopse - Companhia da Letras - 2018 - 168 páginas

Edward O. Wilson figura como um dos mais expressivos e influentes biólogos da atualidade, professor da Universidade Harvard há quase 50 anos, e ganhador de dois prêmios Pulitzer. Em “O sentido da existência humana”, nos instiga a uma reflexão urgente e vital: Por que estamos aqui? Para onde estamos indo?
“Os avanços da ciência e da tecnologia nos levarão ao maior dilema moral desde que Deus deteve a mão de Abraão: quanto customizar o genótipo humano. Muito, pouco ou nada? Seremos forçados a tomar essa decisão porque nossa espécie começou a transpor o mais importante, embora menos investigado, dos limites da era tecnocientífica. Estamos prestes a abandonar a seleção natural, o processo que nos criou, para conduzir a evolução segundo a seleção volitiva – o processo de redesenhar a biologia e a natureza humana da maneira como as desejarmos.”
Ou seja, se ainda nem sabemos quem somos, quais os riscos a que estaríamos expostos com a possibilidade de manipulação da genética na criação do humano “perfeito”, sem ainda entender o sentido da existência humana confrontada com sua evolução?
Os paradigmas propostos por Wilson são profundos, inquietantes, e ensejam involuntariamente uma profunda reflexão sobre genética, psicologia comportamental, sociologia e antropologia. A humanidade parece tão encantada com as redes sociais que pouco tem se dado conta do quanto elas espelham um comportamento tribal, destrutivo e versado por um neoiluminismo desconexo com a realidade.
Temas como: seleção multinível [que atua fortemente na concorrência grupo a grupo], interesse antropocêntrico obsessivo, reconhecimento de padrões, necessidade de pertencer a um grupo que fale o mesmo dialeto e partilhe as mesmas crenças, a relação entre nossa sociedade e a sociedade das formigas, o conflito como meio de evolução social e criatividade; são abordados com habilidade sob a ótica de uma viagem através do tempo e entre espécies, por um brilhante contador de histórias reais.
Como não encantar-se com biodiversidade, a bioquímica dos feromônios e alomônios, a vida secreta das formigas em sua formidável engenhosidade, o comportamento cooperativo das bactérias, a comunicação das plantas, e o conhecimento que obtemos com essa interação.
As provocações de Wilson refutam a singularidade e mesmo a vida extraterrestre, no entanto prognosticam o colapso da biodiversidade de modo realista:
“... o impacto humano sobre a biodiversidade é um ataque a nós mesmos.”
No impactante tópico “Ídolos da mente”, faz uma análise do eterno conflito humano razão/emoção frente às propostas iluministas sobre instinto, religião/livre-arbítrio, e como a neurociência tem colaborado na ruptura de inúmeros paradigmas explicando o “antes” inexplicável. Sugerindo algumas pistas porque a mente humana sempre foi e ainda é considerada uma floresta profunda e repleta de surpresas.
Enfim uma leitura instigante que nos faz refletir sobre como nossas origens podem sabotar nossa evolução se continuarmos presos a destrutivos comportamentos ancestrais e moldes tribais hereditários.
Excelente conteúdo.
Essa leitura foi uma cortesia da Companhia das Letras.
Aguardamos seus comentários! By.:.
Olá Rosem,
ResponderExcluirNão é uma leitura que me enche os olhos, entretanto, acho o assunto bem interessante, fora que levanta questões reais, e nos dá um pouco de explicação sobre nós mesmos, não é?
Acredito que a mente humana sempre será um dilema, então, acho bacana saber mais e mais sobre ela.
Beijos
Mesmo não sendo um universo que eu entenda profundamente, gosto muito de enredos assim, que façam o leitor se questionar e com isso, fazer mudanças, é claro.
ResponderExcluirAs velhas perguntas:De onde viemos? Para onde iremos? sempre fizeram nossa mente viajar para o fundo de nossas almas.
Com certeza se tiver oportunidade, quero muito conferir sim!!!
Beijo
um livro que nos faz pensar fora da caixinha é muito bom!!!!
ResponderExcluirhttp://felicidadeemlivros.blogspot.com/
Olá! Leitura bem interessante e apesar de está bem longe de ser meu gênero favorito, de vez em quando é bom sair da sua zona de conforto e experimenta novos ares.
ResponderExcluirBjs