Primeiro e Único - Emily Giffin
Sinopse - Novo Conceito - 2015 - 448 páginas
Primeiro e Único é o sexto livro da Emily Giffin publicado no Brasil pela Editora Novo Conceito, e o primeiro que leio da autora. Infelizmente me decepcionei com leitura, a personagem principal e a presença marcante do futebol americano no enredo não me agradaram, mas a história tem alguns pontos positivos que irei abordar nessa resenha (além dos negativos, é claro).
O livro conta a história de Shea, uma jovem mulher que vive na cidade de Walker, no Texas, e possui uma paixão visceral por futebol americano. Ela trabalha como relações públicas para o time de futebol universitário da cidade, onde basicamente assiste as partidas, registra as estatísticas e as repassa para a mídia. É uma função que está aquém de suas habilidades, pois ela é formada em jornalismo e seu plano original seria escrever sobre esportes, mas já que esse emprego lhe permite ficar perto do seu time do coração, ela se conforma com o que tem. Shea também tem um namorado, um cara pouco inteligente que não lhe traz muita satisfação, mas para não se dar ao trabalho de terminar com ele, mais uma vez, ela se conforma com o que tem.
Até então, eu achei que algo drástico iria acontecer para "chacoalhar" essa pessoa e dar uma reviravolta na história. Só que não. Shea começa a mudar algumas coisinhas na sua vida, mas todas as decisões que toma em relação aos seus namorados ou a sua carreira, são sugeridas ou influenciadas por outras pessoas, principalmente pelas opiniões e conselhos de sua amiga Lucy e do treinador Clive. Tudo bem que os dois são muito importantes na vida de Shea, Lucy é como uma irmã, e o treinador Clive (até então) é como um segundo pai para ela, além do único que compartilha sua paixão por futebol. Mas eu fiquei o tempo todo esperando que a protagonista tomasse as rédeas de seu destino nas mãos, o que não ocorreu em momento algum.
Além da minha falta de simpatia pela protagonista, outra coisa que não me agradou foi a exploração (excessiva?) do futebol americano dentro do enredo. Como eu conheço pouco o esporte e não sou fã de esportes em geral, o mote principal da história não me atraiu, pelo contrário, as cenas que descreviam as regras do esporte, as partidas disputadas, as recordações de jogos passados, dentre outros detalhes, me entediaram. Talvez leitores que estejam familiarizados com o futebol americano, ou que desejam conhecê-lo, possam aproveitar melhor a leitura do que eu.
O ponto positivo da obra, a característica que fará com que eu tente ler outros livros da Emily Giffin, é sua narrativa fluída e cativante. Mesmo não gostando de Shea, a narrativa em primeira pessoa manteve-me firme na leitura, que melhorou a partir da segunda metade da trama, quando Shea vivenciou duas situações que deram um "up" na história: uma delas foi o namoro com um personagem que parecia ser "o cara" que toda garota gostaria de ter, mas que mascarava uma personalidade abusiva e violenta. A outra foi seu envolvimento com um homem bem mais velho, num relacionamento socialmente polêmico e difícil de assumir, principalmente pelo julgamento daqueles que eram próximos ao casal. Acredito que se o livro fosse mais focado nesses dois relacionamentos e se a protagonista tivesse vontade própria, eu poderia ter sido conquistada.
Livros da Emily Giffin publicados pela Novo Conceito
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Essa leitura foi uma cortesia da Editora Novo Conceito.
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