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[Resenha] Em Busca do Amuleto de Aloni

Em Busca do Amuleto de Aloni - E. Samuel

Em Busca do Amuleto de Aloni - E. Samuel
As Quatro Portas do Tesouro - Livro 01
Sinopse - Autopublicação - 2014 - 235 páginas


“Em Busca do Amuleto de Aloni” conta a história de três amigos: Júlio, Marcelo e Daniel, que vivem numa pequena cidade. Certo dia, Marcelo leva os amigos até a entrada da Mata do Anatema para conhecerem o lugar, pois são contadas muitas lendas sobre pessoas desaparecidas lá. Daniel quer entrar na mata, mas os amigos o convencem a ir embora. Curiosos, os garotos começam a investigar sobre o misterioso local, perguntando para os mais velhos e ouvindo suas lendas, até que decidem se aventurar (garotos haha).

Logo que adentram na Mata, o caminho de volta fica diferente e eles acabam presos num outro mundo. Lá eles conhecem Seth, um homem que foi transformado em pedra em castigo por sua ganância, e é o único que pode mostrar a saída daquele lugar, mas não está disposto a fazer isso de graça, só em troca do Amuleto de Aloni. Sem saída, Júlio, Marcelo e Daniel decidem ir atrás desse objeto, mesmo que para isso eles tenham de enfrentar vários perigos e obstáculos.

Como já deve ter dado para perceber, os personagens desse livro são super curiosos, eles foram se metendo em muitas confusões sempre por causa desse “defeitinho”. Marcelo e Daniel são bem ousados, eles são daquele tipo de pessoa que gosta de sair explorando os lugares sem se preocupar com as consequências ou com o perigo. Júlio, por outro lado, é o mais inteligente e racional do grupo, mas sempre acaba “indo” na dos amigos por conta do poder da frase: “você está com medo?”. Os três cultivam uma amizade bem forte, verdadeira e fiel, com direito à provocações amigáveis e brincadeiras (coisas que também acontecem no mundo real).

A história é bem clara e de fácil compreensão, as conversas entre os amigos ajudam bastante no enredo pois eles comentam o tempo todo sobre o que está acontecendo na aventura, são muitos diálogos. A narrativa é fluída e não cansa, o livro pode ser lido numa sentada só. Além da diagramação estar boa e a fonte usada ser grande, a capa está de acordo com a história e com os personagens (tem tudo a ver), eu adorei essa joia que foi colocada embaixo do título. As descrições são ótimas e foram o ponto alto da trama, pois me fizeram imaginar muito bem todos os lugares narrados. A ambientação não deixou a desejar, eu adorei o cenário na parte em que há quatro portas e os amigos precisam escolher somente uma. 

Mesmo sendo um livro infantojuvenil, me diverti bastante com a trama, gostei muito dos personagens e torci para que eles encontrassem uma saída para todos os obstáculos apresentados. O livro possui um final e os próximos volumes da série “As Quatro Portas do Tesouro” trarão novas aventuras da turma. Recomendo a leitura!

Essa leitura foi uma cortesia da autora E.Samuel.
O livro está à venda no site: As Quatro Portas do Tesouro
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Aguardamos seus comentários. Beijos!

[Resenha] O Despertar - Draco Saga, Vol.I

Capa do livro Draco Saga, O Despertar - Vol.I
Sinopse 

Imagine entrar em coma, acordar alguns anos depois e descobrir que suas sociedade e cultura estão sendo destruídas por uma praga que se propaga mais rápido do que é possível conter. A praga, porém, somos nós humanos, mortais, gananciosos, sedentos por poder e riqueza em um mundo novo que já era dominado por seres de inteligência superior que nos permitiram viver em paz em seus domínios por muito tempo. No entanto, não valorizamos a liberdade que nos foi dada e o preço a pagar pode ser alto demais!


O Despertar - Draco Saga, Vol.I
Fábio Guolo * 2010 * Edição do Autor


Nunca comentei aqui que sempre adorei dragões. Quando era criança, meu dragão favorito era o Tiamat, do desenho "Caverna do Dragão". Ele não aparecia em todos os episódios, mas quando aparecia... eu vibrava!!!

Tiamat possui cinco cabeças, cada uma com um poder:
Vermelha: Fogo * Branca: Gelo * Azul: Raio * Preta: Ácido * Verde: Gás venenoso


Um filme que passou dezenas de vezes nos anos 80 na Sessão da Tarde, foi "As 7 faces do Dr.Lao". No momento em que o Dr.Lao se transformava num espécie de monstro de várias cabeças, a minha imaginação de criança via ali um dragão engraçado e desengonçado:

* 1. o próprio chinês * 2. Merlim * 3. Pan * 4. Medusa 
* 5. Abominável Homem das Neves * 6. Um oráculo cego * 7. A serpente gigante

Outro filme onde me apaixonei pelo dragão e sempre chorei todas as vezes que assisti, foi "Coração de Dragão":

Draco em "Coração de Dragão" - 1996

Isso sem falar no nascimento dos dragões no episódio final da 1ª temporada de Game of Thrones! Essa cena me arrepia até hoje...

Daenerys e um de seus 3 dragões

E porque estou falando tudo isso antes de fazer a resenha? Acontece que o personagem principal e narrador do livro "O Despertar" é exatamente um dragão! Ele é Dryfr, "O Grande Guerreiro", que ao longo do livro se tornará Dryfr, "O Sábio Dourado".

Dryfr desperta de seu sono de 290 anos, achando que dormiu apenas durante um inverno. Sobe ao cume de sua montanha para dar uma olhada ao redor, antes de sair para caçar e se alimentar, e avista criaturas esquisitas. Maiores que anões, mais robustas que elfos... quem seriam esses seres inferiores que ele nunca havia visto antes?

Ao visitar o ancião dos dragões, Dryfr inteira-se da verdade. Que durante o longo tempo no qual esteve hibernando, uma praga vinda de outra dimensão alastrou-se pelo seu planeta, procriando descontroladamente, consumindo os recursos naturais em excesso, depredando a natureza, ameaçando e pretendendo dominar todas as outras formas de vida. Essas criaturas inferiores chamam-se "humanos".

Após o despertar de Dryfr, o Conselho dos Sábios, formado por um representante de cada espécie Draco, resolve reunir-se para tomar uma decisão a respeito do que fazer em relação aos humanos. Fica decidido que essa espécie inferior daninha será exterminada de forma sutil: aproveitando-se das próprias fraquezas dos humanos e de suas guerras entre si, os Dracos irão colocá-los uns contra os outros até a maioria se matar e sobrarem poucos humanos para os dragões exterminarem.

Esse livro foi uma surpresa para mim. Não esperava encontrar num livro de aventura e fantasia, uma dura crítica à sociedade humana feita do ponto de vista dos dragões. É constrangedor olhar de fora o que a humanidade é capaz de fazer. E achei perfeita a forma como essa crítica foi adaptada e integrada à história.

É um pouco estranho ler sobre um grupo de criaturas (no caso, os dragões) que se une para destruir os humanos. Como torcer por um herói (dragão) que deseja destruir a minha espécie (leitora=humana)? Isso é possível porque o autor nos envolve de tal forma, que acabamos pensando como o dragão Dryfr, entendendo perfeitamente sua lógica e suas ações.

O que ajudou em grande parte a criar empatia entre mim e o Dryfr foram suas fraquezas rsrsrs... Como ele ficava em "cima do muro", dormia em horas impróprias e ocultava seus deslizes ou sua ignorância sobre determinados assuntos... foi interessante ver ele "cair em tentação" ao entrar em contato com as sensações humanas no meio do livro! E muito fofo ver a forma como ele tratava a sua dragonesa e o seu ovo, com amor, diferentemente dos outros dragões.

"Ela ficou observando-me surpresa, mas entendeu imediatamente que eu estava partindo naquele exato momento. Voei sem nada mais dizer, pois sabia que faria tudo que Wyryn me pedisse. Sabia que daria a ela todas as luas, todos os planetas e todas as estrelas do multiverso se ela assim desejasse. Apesar de não ter precedente entre nós, Dracos, eu sabia. Agora eu sabia que de fato eu e Wyryn éramos um casal diferente dos demais casais Dracos. Sabia que estávamos incontestavelmente apaixonados como dois seres humanos fúteis e inferiores. E o que me assustava mais: eu e ela estávamos gostando disso. E gostando muito!"
Minhas únicas dificuldades na leitura foram com os nomes dos dragões (pois não há vogais nos nomes deles, mas muitos "y", "w" e "k" - porém na última página do livro há uma relação com o nome e descrição de todos eles para consulta), e com o penúltimo capítulo, "A Guerra" (mas isso é uma coisa pessoal, pois não gosto de descrições de batalhas e estratégicas de guerra - para quem gosta é um prato cheio!).

Adorei conhecer a manipulação do "mana" e a diferença entre a magia estática e a magia dinâmica, como funcionam os orbes de luz, as viagens astrais, "a última viagem", e a forma como o dragão e a dragonesa arrumam sua caverna para o acasalamento. Um ciclo se completou em "O Despertar", Dryfr aprendeu muitas lições (a um alto custo), e agora quero muito ler o segundo livro da série ("A Sentinela"), para saber o que irá acontecer com meu novo dragão favorito!


Gostaram da resenha? Curtem dragões? 
Comentem pessoal! 
Beijos... Elis Culceag. 



Esse livro foi disponibilizado para leitura ao Arquivo Passional pelo Book Tour 2012 Draco Saga.


Leitores que queiram comprar o livro, o preço, tanto impresso, quanto em e-book está ótimo, confiram aqui!