O homem de areia - Lars Kepler
Sinopse - Alfaguara - 2018 - 462 páginas

Lars Kepler é o pseudônimo do casal sueco Alexandra e Alexander Ahndoril, que desde 2009 desenvolvem uma brilhante saga de romances policiais, escritos a quatro mãos, protagonizados pelo detetive Joona Linna. Ambientado em Estocolmo, “O homem de areia” tem como protagonista o comissário Joona Linna e trata-se de um thriller psicológico seguindo os moldes de “O hipnotista” e “O pesadelo”, ou seja, na investigação de crimes violentos praticados por um agente com alto grau de sociopatia.
Nesta nova trama uma vítima há 13 anos desaparecida, Mikael Kohler-Frost, retorna dos mortos e transtorna mais uma vez a vida do detetive Joona Linna ao reabrir um antigo caso não solucionado. “Jurek Walter”, um serial killer que enclausurava sob a terra suas vítimas está detido em uma instituição psiquiátrica de segurança máxima, nunca confessou seus crimes, entretanto as autoridades presumem que ele esconde outras mortes e com o retorno de Mikael e seu estranho relato resta uma pergunta: onde está sua irmã Felicia que o acompanhava no dia do desaparecimento? Seria “Jurek Walter” responsável pelo sequestro dos Frost?
Com uma escrita fluente, capítulos curtos e muitas reviravoltas, o enredo envolto em enigmas instiga a imaginação do leitor, principalmente porque encontramos várias referências de thrillers cinematográficos, assim nos pegamos com aquela sensação de que já vimos essa ou aquela cena em algum filme, principalmente se o leitor for aficionado em filmes policiais, numa miscelânea de pistas que nos remetem a outras tramas similares, uma colagem inteligente e propícia ao entretenimento.
Extensas cenas de ação apimentam o enredo, no entanto as personagens acabam não sendo tão duronas quanto esperamos, mas ficam evidentes suas rupturas psicológicas como é o caso da agente “Saga”, bem como do jovem psiquiatra “Anders Ronn”. “Jurek Walter” por sua vez cumpre o que promete apesar de sua motivação “não colar” diante do grau de violência que espelha seus atos.
A alegoria do “O homem de areia” explorada para aterrorizar as vítimas me decepcionou, neste ponto esperava muito mais, por ser um de meus contos favoritos de Hoffman, seu conteúdo simbólico excepcional podia dar outro pano de fundo ao enredo, no sentido de pesadelo infantil apenas coloriu mas funcionou bem.
Enfim, resta saber se eles explorarão o tema em um próximo livro porque o final deixou bem claro:
A história continua, concluindo o caso e começando outra busca.
Recomendado aos iniciantes em thrillers.
Essa leitura foi uma cortesia do Grupo Companhia das Letras.
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