A Dança do Sagrado Feminino - Iris J. Stewart
Sinopse - Editora: Pensamento - 2016 - 344 páginas

Iris J. Stewart desenvolveu uma obra de fôlego em “A Dança do Sagrado Feminino”, retratando desde os primórdios da dança ritual aos dias de hoje. Portanto preparem-se para uma viagem exótica e repleta de mistérios femininos, sobretudo para desvelar como ritos e atividades consideradas pagãs tiveram suas práticas remodeladas ao culto do cristianismo.
Mediada por sua busca pessoal, a autora intuitivamente encontra na dança do ventre o elo que a conduz em uma formidável jornada à essência do sagrado feminino, e descobre que essas origens são um legado que celebra a vida de toda mulher:
“Uma visão da história através da janela da dança nos conta coisas a respeito da humanidade não encontradas nos registros dos povos conquistados, dos generais e das guerras. A dança se torna o nosso roteiro da história da espiritualidade das mulheres.”
Stewart é uma habilidosa coletora de histórias, narra de modo coloquial e fluído a relação das antigas crenças matriarcais e os ritos de fertilidade, da Deusa e suas sacerdotisas, dos rituais de poder nas danças do fogo e a profunda relação da dança do ventre com rituais de nascimento e morte. O conteúdo elencado é aprofundado em inúmeras imagens e verbetes no decorrer dos 15 capítulos, e ao final de cada um deles nos fornece dicas de rituais de poder feminino, desde a utilização de elementos simbólicos como o véu, o cinto e as joias, até sugestões de mantras e coreografias.
O livro divide-se em duas partes, a primeira mais voltada a antigas práticas rituais e a segunda às modalidades de dança contemporânea espelhadas em antigas tradições, e neste sentido, a autora descreve sua experiência nos vários estilos de danças “rituais” e as conexões científicas e psicológicas que vinculam certas práticas a profundas transformações pessoais características do empoderamento feminino, entre as mais citadas: o circulo sagrado, a dança do tambor, dos elementos, do espelho e principalmente a dança do ventre.
“Como toda dança é uma evocação ao mesmo tempo subjetiva e objetiva do que existe de mais profundo dentro da psique, ela confere a dançarina um extraordinário controle das dimensões espaciais e uma grande sensação de poder, realização e liberdade.”
Um magnífico tratado sobre o sagrado feminino.
Excelente leitura!
Essa leitura foi uma cortesia do Grupo Pensamento.
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